Uma vida em verde e rosa revisitada em biografia.
Rio - O poeta Carlos Drummond de Andrade uma vez elogiou os versos de Nelson Sargento como “de grande delicadeza emocional”. “E, acima de tudo, ele é uma pessoa adorável”, completa o pesquisador André Diniz, coautor (com Diogo Cunha) do livro ‘Nelson Sargento, o Samba da Mais Alta Patente’ (Ed. Olho do Tempo, 106 págs., R$ 20), único perfil biográfico do sambista, escritor e artista plástico.
Nelson Sargento com seu violão em 1980
Foto: DivulgaçãoA tarde de autógrafos será no sábado, às 14h, numa roda de samba no Al Farabi (Rua do Rosário 30, no Centro), onde Sargento vai assinar o lançamento ao lado dos autores.
Aos 90 anos, Nelson Sargento está num ano comemorativo. Faz exatamente 60 anos que viu a Mangueira cruzar a Avenida com o emblemático ‘Cântico à Natureza’ (parceria com o padrasto Alfredo Português e Jamelão) e completam-se 50 anos do legendário show ‘Rosa de Ouro’, no qual se apresentou ao lado de Paulinho da Viola, Clementina de Jesus, Elton Medeiros e outros bambas de igual quilate. “Eu e Diogo deixamos o Nelson falar em cada página, em cada capítulo. Contamos a história sob o comando do biografado”, detalha o autor.
A biografia, nota-se, é autorizada — entretanto, André Diniz ressalta que é favorável à liberação das biografias não autorizadas”: “É um avanço para a democracia brasileira. Viva a liberdade de informação!”
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